A FACE INSÓLITA DA MORTE NO CONTO “BOA NOITE, MARIA” DE LYGIA FAGUNDES TELLES

Antonia Marly Moura da Silva, Monica Valéria Moraes Marinho, Rosaly Ferreira da Costa Santos

Resumo


Este trabalho é um fragmento da pesquisa intitulada “O duplo como manifestação do insólito na ficção de Lygia Fagundes Telles: um estudo das obras A noite escura e mais eu e Invenção e memória” (PIBIC/CNPq), desenvolvida na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. O ponto focal neste recorte é o conto “Boa Noite, Maria”, integrante de A noite escura e mais eu (1995), destacando aspectos da morte como manifestação do insólito. Para tanto, tomamos por base os postulados freudianos sobre o estranho, os estudos de Todorov, Cortázar e Calvino sobre o fantástico, e o que Bravo e outros autores concebem sobre o duplo. Na leitura do conto o propósito é observar a configuração da trama e a construção da personagem principal, uma mulher de sessenta e cinco anos, rica e solitária, que convive por cerca de um ano com um desconhecido em quem ela reconhece atributos de um amigo, cuja função na narrativa é aplacar as noites de solidão da senhora e, por fim, praticar a eutanásia, livrando-a de uma velhice vegetativa. No conto, a perspectiva insólita da morte assume contornos da imaginação, do sonho e do delírio, ao ponto em que é praticamente impossível determinar a lógica das coisas, dentre as quais a real existência do amigo e mesmo da morte. 

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Classificação Qualis/CAPES (Quadriênio 2013-2106):
B4 em Linguística e Literatura
B5 em Educação
B5 em Ensino