Ensino de produção textual: que concepções de língua e de texto estão em jogo?

Jailton Jáder Nóbrega, Dolores Oliveira de Orange, Emanuele de Souza Pacheco

Resumo


A presente pesquisa tem como objetivo principal analisar e discutir como se efetiva o ensino de produção textual na educação básica e quais as concepções de língua e de texto que norteiam esse ensino, já que, apesar de ter havido uma mudança nos paradigmas teóricos da Linguística Moderna, as aulas de escrita ainda são centradas na elaboração artificial de textos que servem de instrumento para correção gramatical ou para exercícios da obrigação escolar. Nesse sentido, buscamos investigar se o ensino da produção de textos leva em conta as condições discursivas dos diversos gêneros textuais que circulam na sociedade, bem como padrões de textualidade referentes a essas condições. Para realizar essa investigação, de caráter qualitativo-indiciário, observamos aulas de língua portuguesa em duas escolas do Recife (PE) de perfis diferentes: uma pública da rede estadual (ensino médio) e um colégio de Aplicação (ensino fundamental). Os resultados da análise evidenciam diferentes práticas pedagógicas em relação ao ensino de produção textual, o que, por um lado, se explica em função da tradição pedagógica e, por outro pode nos levar à conclusão de que estamos numa fase de transição no que se refere à concepção de língua, de texto e de seu ensino.

Palavras-chave


Ensino de português; Prática pedagógica; Produção textual.

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DOI: https://doi.org/10.22297/dl.v1i2.314

 
 
 
Revista Diálogo das Letras (ISSN 2316-1795). Grupo de Pesquisa em Produção e Ensino do Texto. Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Pau dos Ferros. Rio Grande do Norte.
 
 
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Classificação Qualis/CAPES (Quadriênio 2013-2106):
B1 em Linguística e Literatura
B1 em Educação
B1 em Ensino
B2 em Interdisciplinar
B4 Ciência Política e Relações Internacionais