A SAGA DE DUAS REGIÕES DO FAZER: AS SELETIVIDADES E AS MARGINALIDADES DO AGRESTE E DO SERTÃO PARAIBANOS NAS DIVISÕES TERRITORIAIS INTERNACIONAL E NACIONAL DA PRODUÇÃO DO ALGODÃO

Paulo Sérgio Cunha Farias

Resumo


O presente artigo se propõe a analisar as regiões cotonicultoras paraibanas (Agreste e Sertão), mais precisamente as suas fases intercaladas de apogeu e de crise, iniciadas com as suas inserções nos circuitos mercantis do capitalismo, a partir da segunda metade do século XVIII, e encerradas com seus aniquilamentos como regiões produtoras de algodão, a partir de 1980. Em outras palavras, pretende-se responder às questões que permearam as suas etapas de seletividade e marginalidade espaciais nos contextos das divisões territoriais internacional e nacional da produção do algodão. Para isso, recorre-se à abordagem histórico-geográfica, amparada na pesquisa bibliográfica, para recontar as referidas etapas. Por fim, entende-se que a competitividade capitalista instaurada nas escalas do mundo e do Brasil, bem como as recomposições sociotécnicas diferenciadas das regiões produtoras de algodão geradas por tal competitividade, ou seja, os avanços diferenciados das forças produtivas entre as regiões produtoras dessa malvácea, além da visão absoluta, fatalista e determinista da seca e da praga do bicudo, respondem melhor pela marginalização dessas regiões nas divisões territoriais internacional e nacional da produção cotonicultora.

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DOI: https://doi.org/10.33237/geotemas.v2i1.251

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