DISPOSIÇÕES CULTURAIS PARA AS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UM ESTUDO A PARTIR DE TEORIA DE PIERRE BOURDIEU

José Flávio Falcão, Suênia de Lima Duarte, Helder Cavalcante Câmara, Maria Lúcia Lira de Andrade

Resumo


O espaço social em que os sujeitos inserem-se e interagem atua, em certa medida na constituição dos agentes, visto que a medida que vão incorporando a organização social vão, ao mesmo tempo, construindo sua forma de ser, perceber e agir única. A medida que os indivíduos relacionam-se nos diferentes campos vão construindo o habitus, que para Bourdieu (2011) seria as disposições para ação do sujeito. Diferentes disposições constroem-se e, nessas construções, a aquisição de capitais materializam-se mobilizadoras de certas disposições e não de outras. Nesse sentido, poderíamos dizer que o processo de formação dos sujeitos estaria entrelaçado a aquisição de capitais, sejam eles culturais, econômicos ou simbólicos. Considerando esse aspecto, ficamos instigados a refletir sobre a aquisição de capitais e como essa aquisição poderia ter influência nas disposições culturais para a prática da Educação Física escolar, todavia direcionamos nosso olhar para o capital econômico. Para nossas ponderações, fundamentamos na teoria de Pierre Bourdieu e realizamos uma investigação em uma escola da rede privada do município de Pau dos Ferros-RN. Em nosso trabalho, pudemos considerar que no grupo investigado os saberes tratados pela Educação Física escolar que mais são apreciados pelo corpus analisado foram os esportes e a dança. Identificamos também que o capital econômico não se apresenta como um fator determinante na preferência dos alunos, atingindo todas as representações sociais e econômicas. Portanto, não se verificou que a maior ou menor posse de capital econômico tenha influenciado nos gostos diferentes entre os indivíduos de díspares classes no corpus pesquisado.Palavras-chave: Disposições culturais. Capital econômico. Educação Física escolar.

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