Resistência à leitura como silêncio

Andrei Morais

Resumo


O limiar da falência do verbo aproxima-se do silêncio, da impossibilidade de ler e, de modo intrínseco, de estabelecer qualquer que seja a relação entre outras leituras. O silêncio cercearia a leitura em si mesma, tornando-a uma mônada incomunicável ou simplesmente denuncia a incompetência total da leitura no enredamento de outras leituras. À beira da unidade entre significado e significante, a resistência à leitura aproxima-se de seu silêncio, aproxima-se de sua negação. Nenhuma leitura que pretenda satisfazer a escrita pode dizer sem se contradizer ou produzir ambivalências e polissemias indefinidamente. Parece não haver mais alternativa à leitura literária senão se silenciar e ser reduzida à tarefa de reproduzir uma escrita ― e, por conseguinte, ignorar a multidão de leituras diferentes que a invadem ― sob uma égide imanentista do texto.


Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.25244/tf.v6i1.995



        

     

   

 

 

Todos os trabalhos são publicados gratuitamente e com acesso livre sob a licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

TRILHAS FILOSÓFICAS - ISSN 1984-5561 - DOI: 10.25244/TF trilhasfilosoficas@uern.br

UERN - DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA - MESTRADO PROFISSIONAL EM FILOSOFIA - CAICÓ - RN - BRASIL